domingo, 23 de agosto de 2009



Tratando do querer vejo logo o não querer vir na frente, pessoas falam na realidade o que não querem e do que acham que querem, na verdade elas próprias não sabem e não definem seus limites no querer, agora quer uma coisa, depois querem outra numa sucessão e incoerência onde sempre sai perdendo os dois, perde-se o carinho, perde-se as ilusões e por ultimo os sonhos, e quando esta fase aparece, muito pouco se resta para ser salva, ofende-se a dignidade, perde-se o respeito mutuo some o carinho e o que fica são somente lembranças perdas de um mundo de sonhos sonhados a dois.
A pobres mortais, que sonham por um amor onde a cumplicidade é total e irrestrita, cria-se a expectativas que todos sabemos que não iram se concretizar, pois temos a semente humana do egocentrismo enraizado em nossas mentes e em nossas vidas. Solicitamos favores aos deuses de maneira fervorosa para que haja uma utopia que somente em nossos devaneios existem.
Mas uma coisa é certa, nunca desista de sonhar, pois estes sonhos é que nos mantêm vivos e ativos, sem eles apenas somos zumbis, sem caminho ou rumo a tomar, sem a esperança de dias melhores que fazem nossa existência aqui neste planeta valer a pena.

Um comentário:

jencovie disse...

Um jogo de palavras sutil, delicado. Joga com a contradição inerente das escolhas que a vida nos oferece.